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MIELOPATIA CERVICAL ou Mielopatia Espondilótica Cervical

MIELOPATIA CERVICAL ou Mielopatia Espondilótica Cervical

Cervical = coluna no pescoço
Espondilótica = degeneração espinhal
Mielopatia = dano à medula espinhal

Mielopatia espondilótica cervical é lesão da medula espinhal no pescoço.

A medula espinhal começa na base do cérebro e desce pelo canal espinal, um tubo fechado feito de ossos, cartilagem e tecido ligamentar da coluna. A medula espinhal transmite sinais eletroquímicos entre o cérebro e o corpo. A medula espinhal é cercada por alguns milímetros de espaço cheio de líquido, o que ajuda a protegê-la do trauma e permite flexibilidade sem ferimentos na medula espinhal.

mielopatia cervical dr felipe figueiredo

Mielopatia, ou danos na medula espinhal, podem ocorrer por várias razões. A causa mais comum de mielopatia é quando a medula espinhal é comprimida ou estirada/esticada. Essa compressão interrompe a transmissão normal do nervo. Artrite/Artrose da coluna vertebral ou espondilose é a razão mais comum de medula espinhal comprimida/lesionada.

Espondilose refere-se a alterações degenerativas ou relacionadas à idade na coluna. Essas alterações incluem degeneração do disco, esporões ósseos (Osteófitos/bicos de papagaio) e ligamentos espessados.

A mielopatia espondilótica cervical, portanto, é mielopatia (lesão medular) causada por espondilose (degeneração) na coluna cervical (pescoço). Ela afeta as fibras da medula espinhal que transmitem impulsos para os braços, mãos e pernas. Como resultado, pode causar fraqueza, dormência, formigamento ou, raramente, dor nessas áreas.

mielopatia cervical dr felipe figueiredo

Sintomas

Os sintomas da mielopatia espondilótica cervical dependem dos níveis da medula espinal envolvidos e do padrão do envolvimento.

Os sintomas podem incluir:

  • dormência das mãos
  • falta de jeito das mãos (queda de objetos)
  • fraqueza nos braços e / ou mãos
  • rigidez nas pernas (“andar como um robô, andar como embriagado”)
  • dificuldade de andar
  • perda de equilíbrio
  • urgência urinária
  • dor cervical - pode estar presente, mas geralmente não é uma queixa significativa

O momento do aparecimento dos sintomas e progressão varia de pessoa para pessoa. A taxa de progressão dos sintomas também pode mudar com o tempo. Os sintomas podem progredir rapidamente por um período de tempo e depois entrar em um período de estabilidade. Alternativamente, os sintomas podem progredir lentamente, mas de forma constante.

Causas e Fatores de Risco

A mielopatia espondilótica cervical é causada por espondilose ou degeneração relacionada à idade. De fato, a mielopatia espondilótica cervical é o distúrbio espinhal mais comum em pessoas com mais de 50 anos de idade. Alterações degenerativas comuns incluem esporões ósseos (osteófitos), protuberâncias de disco vertebral e ligamentos espessados. Essas mudanças podem estreitar o canal vertebral, invadindo o espaço cheio de líquido ao redor da medula espinhal. Eventualmente, essa estenose, ou estreitamento, pode colidir/bater com a própria medula espinhal. A compressão resultante aperta e danifica as fibras delicadas da medula espinhal.

Testes e Diagnóstico

Como a mielopatia espondilótica cervical pode causar sintomas similares a outras condições, e os pacientes podem apresentar uma variedade de sintomas, o diagnóstico de mielopatia espondilótica cervical pode ser difícil. O cirurgião irá avaliar o histórico do paciente e realizar um exame. Seu cirurgião de coluna pode solicitar uma variedade de procedimentos diagnósticos para descartar outras possíveis condições. Possíveis testes mais específicos incluem:

Tomografia computadorizada pós-mielografia (mielo-CT) - consiste em radiografias realizadas após a injeção de material de contraste radiopaco no líquido espinhal por meio de uma punção lombar. Este procedimento pode fornecer imagens úteis do interior do canal vertebral, e pode revelar indentações do saco de fluido espinhal causada por discos protuberantes ou esporões ósseos que podem estar comprimindo a medula espinhal ou nervos. Realizado em pacientes que apresentam contraindicações de realizar a RM.

Ressonância magnética (RM) - o melhor método de imagem da medula espinhal, raízes nervosas, discos intervertebrais e ligamentos. A ressonância magnética pode ser usada para obter imagens de alta resolução do canal medular cervical e da medula espinhal.

Eletroneuromiografia – Para avaliar e descartar outras lesões neurológicas desmielinizantes.

Tratamentos

O tratamento primário da mielopatia espondilótica cervical é descomprimir a medula espinhal (remover a pressão dela). A cirurgia é realizada para prevenir a progressão dos sintomas. Em outras palavras, o objetivo da cirurgia é simplesmente evitar que os sintomas piorem. Danos que ocorreram na medula espinhal podem curar, mas é impossível prever o grau de cura. O prognóstico é diferente em todos os casos.

Seu cirurgião de coluna deve ser capacitado com título de especialista pela SBC e com residência médica pela SBOT ou SBC com sua respectiva especialidade médica com o objetivo de ter a experiência na avaliação de casos de mielopatia espondilótica cervical, na formação de planos de tratamento individualizado e na realização de cirurgias de descompressão. O procedimento exato escolhido é baseado na localização e no tipo de estenose, no alinhamento geral da coluna cervical e em muitos outros fatores.

O cirurgião pode realizar uma cirurgia a partir da frente do pescoço, o que é chamado de abordagem anterior. Esses procedimentos cirúrgicos podem incluir o seguinte:

  • Discectomia cervical anterior e fusão/artrodese
  • Discectomia cervical e artroplastia
  • Corpectomia cervical anterior

Em outras situações, o cirurgião pode realizar uma cirurgia na parte de trás do pescoço, o que é chamado de abordagem posterior. Esses procedimentos cirúrgicos podem incluir o seguinte:

  • Laminectomia cervical sem fusão
  • Laminectomia cervical com fusão/artrodese
  • Laminoplastia cervical

Em alguns casos, o cirurgião pode realizar a cirurgia usando uma abordagem anterior e posterior, procedimento chamado em 360 graus.

Seu cirurgião de coluna deverá fornecer informações sobre os procedimentos cirúrgicos disponíveis e deve adaptar o tratamento a cada paciente e a cada caso.

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