Botafogo - (21) 3518-8830 / (21) 3518-8836
Méier - (21) 2501-3958 / (21) 2501-1299
Tijuca - (21) 2568-2599 / (21) 2568-7650

Lombociatalgia - Hérnia de disco lombar no adulto

Estudos epidemiológicos demostraram que 80% das pessoas apresentarão alguma queixa relacionada à coluna lombar em algum momento da vida. A história natural é a resolução da sintomatologia na grande maioria dos pacientes. Cerca de 2% destes indivíduos evoluem com ciatalgia, em razão de transtorno degenerativo do disco intervertebral. Caracteristicamente, este processo ocorre no homem ou na mulher – sem diferenças entre sexos – em torno de 35 anos de idade. A base anatomopatológica da degeneração do disco intervertebral envolve a diminuição da porcentagem de água, proteoglicanos, e da resistência do ânulo fibroso e do núcleo pulposo. O rompimento do ânulo fibroso leva à formação da hérnia lombar, que pode ser contida (protusa), não contida, extrusa subligamentar ou transligamentar e sequestrada. O processo inflamatório e o fragmento do disco intervertebral adjacente à raiz nervosa lombar resultam em lombociatalgia, que piora ao sentar ou após tosse, distribuída pela região do corpo, normalmente na perna correspondente ao nervo espinal.

O paciente apresenta sinal de Laseguè presente (dor ciática apos estiramento neuronal no exame clínico), ou após a elevação da perna estendida, e, em alguns casos, com paresia (formigamento, dormência) ou plegia (fraqueza) do músculo/perna correspondente ao nervo espinal do nível neurológico comprometido. A despeito de uma série de doenças entrarem no diagnóstico diferencial da lombociatalgia, vale notar que a hérnia lombar deve ser sempre considerada na investigação diagnóstica dos pacientes com lombociatalgia.


Recomendação de tratamento de hérnia de disco de acordo com o Projeto Diretrizes do Ministério da Saúde – Governo Federal – Conselho Federal de Medicina

O tratamento primário da hérnia de disco lombar é conservador. A maioria dos pacientes tem seus sintomas aliviados com o tratamento conservador. Para aqueles que não obtêm alívio dos sintomas no período de 3 a 6 semanas, a melhora dos sintomas é mais rápida no tratamento cirúrgico que no convencional. Os casos que se manifestam por síndrome neurológica da causa equina, déficit neurológico intenso ou progressivo e os casos com dor de extrema intensidade de difícil controle com tratamento conservador, devem ser considerados para a cirurgia.

Voltar para Patologias