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Fraturas Osteoporóticas

Osteoporose é definida como um distúrbio esquelético generalizado caracterizado pelo comprometimento da densidade e qualidade óssea que leva a um aumento do risco de fratura. Com o aumento da população idosa, acredita-se que em 2020 serão 48 milhões de pessoas com osteopenia (baixa massa óssea).
A osteoporose acomete principalmente os idosos, especialmente no sexo feminino após a menopausa, sendo que a incidência de fraturas podem ocorrer nos seguintes ossos: Vértebras (coluna vertebral), Fêmur (quadril), Rádio (punho) vértebra e do fêmur aumente gradativamente com a idade. A fratura de fêmur é a mais grave, pois está associada com taxas mais elevadas de morbidade e mortalidade.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da osteoporose é feito através do exame de densitometria óssea, embora o diagnóstico clínico possa ser feito levando-se em conta um baixo índice de massa corpórea, história prévia de outras fraturas, histórico familiar de osteoporose, tabagismo, abuso de álcool e uso prolongado de certos medicamentos, como os glicocorticoides. Segundo a Fundação Nacional de Osteoporose (NOF – sigla em inglês), é recomendado que pacientes mulheres devem realizar a densitometria após os 65 anos, e os homens após os 70 anos.

TRATAMENTO

O tratamento da osteoporose pode ser medicamentoso, e a eficácia dos remédios já foi estabelecida em diversos estudos científicos randomizados. Quando há fratura do corpo vertebral, as indicações cirúrgicas incluem dor irradiada para os membros, mielopatia, dor lombar, progressão de deformidade, claudicação neurogênica e a não eficácia dos tratamentos conservadores. As cirurgias abertas, mais agressivas, podem levar ao excesso de carga na prótese e, devido à baixa qualidade óssea, à falha do implante.

Muitas técnicas já foram descritas no tratamento das fraturas osteoporóticas na coluna vertebral, mas destacam-se a Vertebroplastia e a Cifoplastia, que visam o alívio da dor causada pela fratura e devolver o suporte estrutural da coluna vertebral. Na Vertebroplastia injeta-se cimento ósseo (Polimetilmetacrilato – PMMA) diretamente no interior da vértebra fraturada, enquanto que na Cifoplastia injeta-se um balão no interior da vértebra que é posteriormente preenchido com cimento ósseo. Ambas as técnicas apresentam resultados semelhantes no alívio da dor, porém a cifoplastia apresenta uma taxa muito menor da complicação de extravasamento do cimento ósseo que pode comprimir estruturas nervosas, tais como raízes de nervos e saco dural.

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