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Lombalgia - Dor Lombar Baixa

São chamados de lombalgia quadros de dores na região lombar, que podem ser agudas ou crônicas (duram mais de 03 meses). As lombalgias podem ser associadas ou não a ciática (lombociatalgia) – que são dores irradiadas para glúteo, coxa, perna e/ou pé. Segundo a OMS cerca de 80% da população tem ou terá em algum momento da vida esse tipo de dor. No Brasil, 50 milhões de brasileiros por ano apresentam tal queixa, ocupando 15% das queixas primárias nos consultórios médicos. Os sintomas e sinais de lombalgia vão desde ligeiros desconfortos, dores, queimações, crises com “travamentos” e até incapacidade de ficar com o corpo ereto para caminhar ou até mesmo se manter em pé.

A maioria das lombalgias é considerada aguda, pois aparece de forma relativamente rápida, sendo caráter multifatorial, muitas vezes reversível apenas com repouso. A frequência dessas ocasiões tende a aumentar com o envelhecimento, ficando as crises mais intensas, podendo tornar-se um problema crônico.

Dentre as possíveis causas de lombalgia podemos citar a lombalgia mecânica comum (a forma mais prevalente), na maioria dos casos, se limita à região lombar e nádegas. Raramente se irradia para as coxas. Pode aparecer subitamente pela manhã e apresentar-se acompanhada de escoliose antálgica. O episódio doloroso tem duração média de três a quatro dias. Após esse tempo, o paciente volta à completa normalidade, com ou sem tratamento.

As diversas causas mecânicas podem ser: atividade física errada, contraturas, excesso de peso, movimentos bruscos, entorses. Existem também as lombalgias inflamatórias, degenerativas, nervosas, reumáticas, infecciosas, secundárias, traumáticas e quando não é possível definir a causa pode-se denominá-la dor lombar inespecífica ou idiopática.

A flacidez muscular e a falta de condicionamento físico também podem gerar dores fortes e transitórias. Estas ocorrências geralmente estão relacionadas à sobrecarga e esforços que geram contraturas, distensão e inflamação local. Para uma musculatura mal condicionada, o acúmulo de ácido lático gerado pelo excesso de estresse mecânico e a falta de preparo físico podem gerar muita dor nas costas da pessoa após o movimento excessivo ou até mesmo deitado ou em repouso.

Uma das maiores causadoras de dor lombar baixa é a degeneração dos elementos da coluna. Entre eles está o disco intervertebral, que funciona como um amortecedor das cargas que sofrem diariamente as vértebras. Com o passar dos anos, o disco envelhece e desgasta, desidratando e tornando-se mais rígido e quebradiço, não conseguindo resistir às tensões exercidas sobre ele. Esse processo é chamado de degeneração discal. No processo degenerativo, o disco pode inflamar e gerar uma dor profunda nas costas, chamada de dor discogênica. Além desta dor nas costas, a degeneração do disco pode levar às hérnias de disco, que são extrusões do núcleo do disco intervertebral em direção aos nervos, gerando sintomas irradiados para os membros inferiores.

A progressão da degeneração e a consequente movimentação anormal (não fisiológica) da coluna podem gerar outras condições da coluna, como a espondilolistese, a degeneração das facetas articulares, osteofitose (bicos de papagaio) e escoliose degenerativa. Além disso, a musculatura passará a ser excessivamente exigida, sofrendo um processo crônico de fadiga muscular e, consequentemente, dor nas costas.

Outra patologia associada à idade e a dores nas costas são as fraturas osteoporóticas. Com a perda da qualidade óssea e condicionamento físico inadequado, o excesso de peso corporal ou pequenos traumas podem gerar fraturas dos corpos vertebrais, que colaboram e causam lombalgias de forte intensidade.

Lombalgia relacionada à atividade laboral e outras causas

Trabalhos que exigem muito tempo sentado ou em pé, carregamento de carga excessiva, vibração ou posturas não ergonômicas podem estar relacionadas à lombalgia nos casos em que o preparo físico ou o peso corporal do paciente não sejam ideais. O dia-a-dia diz muito sobre a condição dolorosa que a pessoa pode estar passando. Outras doenças frequentes de lombalgia são: fibromialgia, doença de Parkinson, artrite reumática e espondilite anquilosante.

Durante as crises agudas ou na lombalgia crônica, a dor causa limitação na vida da pessoa, restringindo desde o trabalho, o lazer, as atividades diárias, o sono, a locomoção e até mesmo os cuidados pessoais. A limitação física e a mudança dos hábitos diários podem resultar em um sentimento de perda que impacta o humor e o estado mental, podendo levar a alterações psíquicas como irritação, depressão, ansiedade e desesperança, muito comuns nos quadros de lombalgia.
Os tratamentos para lombalgia variam de acordo com as causas e o grau da condição clínica do paciente. Usualmente o tratamento inicial é o conservador, utilizando-se repouso, medicação analgésica e anti-inflamatória, e fisioterapia focada para analgesia. Passada a fase aguda, sugere-se reforço muscular orientado, com o objetivo de se prevenir o avanço da degeneração discal e dividir a carga vertebral com a musculatura adjacente. Nos casos mais graves, e dependendo da patologia associada à lombalgia, cirurgias podem ser recomendadas. Para saber qual o melhor tratamento indicado para sua patologia, o paciente deve sempre procurar um médico especialista.

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